domingo, 30 de abril de 2017

Em noite de clássicos, Vespas Mandarinas faz show curto e deixa gostinho de quero mais

Foto: Lucas Lima

Saudosa, aconchegante e agradável Pompeia. Já muito conhecida por nós. Voltamos lá para conferir uma noite atípica neste sábado, 29. Mas nem tanto. Vendo de fora poderíamos concluir que seria mais uma banda tocando um catálogo de covers nacionais. Porém a banda era as Vespas Mandarinas, esta acompanhada por um time feminino com Michelle Abu na percussão, Carol Navarro no baixo, Keila Boaventura no teclado e Michele Cordeiro na guitarra. Houveram também (poucas) canções autorais da banda, que vem lançando seu novo álbum, "Daqui Pro Futuro" (Deck). A casa era nova para nós, o Breve, na mesma rua do nosso amado Sesc Pompeia. Simples, pequena e intimista.

Keila Boaventura e Michelle Abu/ Foto: Lucas Lima


A dupla Thadeu Meneghini e Chuck Hipólito até apareceu pelo salão antes do show, mas só entrariam no palco à meia-noite. Enquanto o público, grande suficiente para encher o espaço, esperava, a casa tocava clássicos do rock nacional e também nomes novos. Quem estava lá não se importava se era sucesso novo ou não. O clima era de festa. Por todo canto via-se o público, em maioria jovem, se mexer e cantar as canções que eram apresentadas.

O show começou com a reunião de clássicos do nosso BRock. "Toda Forma de Amor"(Lulu Santos) abriu. Em seguida, "Toda Forma de Poder" (Engenheiros do Hawaii) em uma versão rápida, como era apresentada nos anos 80 por Gessinger, Licks e Maltz. Daí em diante os clássicos não pararam. Teve Rita Lee, Cazuza e até Skank, com a crítica "In(dig)nação".

O passado e o futuro foram mediados pela dupla Hipólito & Meneghini, que no meio do set incluíram canções do novo álbum e também do "Animal Nacional", disco lançado em 2013 pela Deck. A apresentação foi boa, animada, hiperativa. Sim, houveram trocas de funções algumas vezes. Chuck antes na bateria, depois guitarra e também vocais. Abú na percussão, mas depois bateria. Navarro no baixo, mas também percussão. E o palco era minúsculo. Loucura. /Foto: Lucas Lima

O show foi curto e grosso, segundo palavras do próprio Meneghini. Se era estratégia da banda aguçar o desejo do público por mais, missão cumprida. Além de passarem a impressão de que podem ir muito mais longe, as Vespas mostraram que ainda pode-se acreditar no rock nacional.






Fotos: Lucas Lima








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